quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Crise em jornal gratuito nos EUA

Os jornais gratuitos estão crescendo muito em todo o mundo. No entanto, um dos mais tradiconais atravessa forte crise nso EUA. O texto abaixo serve como orientação e tenta dar algumas explicações. Boa leitura.


Jornal gratuito Metro não vai bem nos EUA
18/01/2008 - site http://www.opiniaoenoticia.com.br/

Isto pode refletir, em parte, a surpreendente força dos jornais pagos. Os jornais gratuitos não podem oferecer aos anunciantes o público dos grandes jornais pagos.
O Boston Globe, um tradicional jornal pago, tem uma circulação diária de aproximadamente 380 mil. Já a circulação do diário gratuito Metro na cidade é de 160 mil. O Metro, uma publicação de um grupo sueco, é popular em mais de 100 países, mas não emplacou nos EUA. Henry Scott, ex-editor-chefe do Metro New York, disse que os diários gratuitos geralmente se tornam rentáveis no terceiro ano de operação. Mas, após sete anos, o Metro ainda está perdendo dinheiro nos EUA: no terceiro trimestre de 2007, perdeu US$ 4,4 milhões.
Segundo a Economist, o Metro pode não estar oferecendo aos leitores norte-americanos o que eles querem. O AM New York, um diário gratuito que compete com o Metro New York, está se saindo bem ao concentrar seu trabalho em uma cobertura local. Um novo jornal gratuito, o BostonNOW, está tentando fazer o mesmo. O Metro, ao contrário, tende a dar ênfase às notícias nacionais e internacionais.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Preocupante

É cada vez maior a preocupação com o número baixíssimo de brasileiros que fazem leitura diária de jornais. É sabido que as redações cada vez se preocupam mais. O brasileiro está no final da tabela de classificação mundial no índice de leitura.
Os números divulgados pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) nesta semana são um alento, mas ainda nos colocam no fundo do poço. Vejam abaixo o que significamos em termos de mundo na leitura diária.
Fica uma pergunta: a culpa pela baixa procura pelos jornais deve ser creditada apenas aos leitores? Não será culpa da qualidade do que fazemos diariamente?
Boa leitura.

Circulação de jornais cresceu 11,8% em 2007 - AE Agência Estado

A circulação dos 92 jornais filiados ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) cresceu 11,8% em 2007, em relação ao ano anterior. Foram 4,143 milhões de exemplares distribuídos diariamente em média em dezembro, ante 3,762 milhões no mesmo mês de 2006.
A boa notícia para o meio jornal, na avaliação do presidente do IVC e diretor da multinacional Procter & Gamble, Pedro Martins da Silva, é que esse resultado confirma um dinamismo injetado pelos empresários do setor nos negócios. ?Há um ambiente favorável, com reformulação de projetos, mudanças gráficas e novos jornais segmentados para determinados públicos, a preços mais acessíveis?, diz ele. ?Isso faz com que os leitores vejam suas necessidades mais bem atendidas.?
O IVC audita apenas os jornais pagos. No mercado nacional não há dados disponíveis sobre os gratuitos. Lá fora, em países como Espanha, França e Inglaterra, o fenômeno de aceitação do jornais gratuitos foi capaz de impulsionar a indústria jornalística global nos últimos anos.
O balanço do IVC referente a 2007 mostra aumento de circulação entre os veículos tradicionais, caso do carioca O Globo (5,2%) e dos paulistas O Estado de S. Paulo (4,8%) e Jornal da Tarde (8%), assim como cresceu a circulação do especializado em esportes Lance! (12,3%).

Leitura

Na comparação com outros países, o Brasil ainda tem muito a avançar em matéria de hábito de leitura. De acordo com o relatório preparado pela Associação Mundial de Jornais, apenas 45,3 em cada mil brasileiros compravam jornais diariamente, em 2005. Os japoneses eram os campeões de leitura, com 633,7 leitores de jornais em cada mil habitantes. Em segundo lugar, vêm os noruegueses, com 626,3 compradores por mil habitantes; e, em terceiro, os finlandeses, com 518,4 por mil. Ingleses (348) e alemães (305) estão mais bem posicionados que os americanos (249,9). Mas o Brasil fica devendo para os vizinhos mexicanos (148,4) e argentinos (94,2).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Números absurdos

No post anterior eu mostrava a alegria pelas mudanças no relacionamento com a imprensa na China. Pois bem. Números publicados agora pelo Repórteres Sem Fronteira mostram o quanto esse país precisa realmente mudar na condução de sua relação com os jornalistas. No entanto, mais do que a China, outros países exageram na tentativa de calar a imprensa. Vejam essa nota que saiu no site http://www.comuniquese.com.br/.

Taxa de mortes de jornalistas cresce 244% em cinco anos
A Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou na quarta-feira (02/01/2008) o balanço da liberdade de imprensa no ano que terminou. A entidade registra a morte de 86 profissionais de mídia em 2007, a maior cifra desde 1994. O número torna-se mais gritante em uma análise dos últimos cinco anos: um crescimento de 244% de assassinatos de jornalistas no período.
Mais da metade (47) foi morta no Iraque. À exceção de um repórter russo, todos as vítimas são iraquianas. “Pelo menos 207 jornalistas foram mortos no Iraque desde 2003, ano da invasão norte-americana. São mais mortos que a Guerra do Vietnã e os conflitos na ex-Iugoslávia, Algéria e Ruanda”, informa a RSF. Muitos são alvos deliberados de atiradores de elite, e mortos por pertencerem a grupos religiosos rivais.
Somália e Paquistão são os outros dois piores países para um jornalista trabalhar, com oito e seis mortos, respectivamente. Três dos mortos somalis eram figuras relevantes da mídia local. No Paquistão, os jornalistas são vítimas de ataques suicidas ou atingidos no fogo cruzado. O Brasil aparece na lista com uma morte, a de Luiz Carlos Barbon Filho.
Prisões e julgamentos
Dos crimes contra jornalistas, cerca de 90% seguem sem punição. A RSF deu especial atenção ao fato de as autoridades de Burkina Faso abandonarem as investigações da morte de Norber Zogo tão logo ficou clara a suspeita do envolvimento da guarda presidencial, e a apatia da Gâmbia no inquérito sobre a morte do correspondente da entidade no país, em 2004, também com supostas ligações ao governo.
Dois julgamentos em 2008 são considerados “chave”: os suspeitos dos assassinatos de Anna Potitkovskaya, na Rússia, e de Hrant Dink, na Turquia.
No outro sentido, as autoridades são mais eficientes: 887 jornalistas foram presos em 2007 – uma média de dois por dia – a maioria no Paquistão (195), Cuba (55) e Irã (54). Seqüestro também se tornou um poderoso instrumento de coerção, com 67 profissionais de mídia seqüestrados. Na virada do ano, 14 jornalistas continuavam seqüestrados, todos eles no Iraque, e 135 estavam na cadeia, 33 deles na China e 24 em Cuba.
Repressão virtual
China, Burma e Síria são os países que mais se esforçam para transformar a web em uma intranet de informações controladas. Os chineses fecharam 2,5 mil sites e blogs somente durante o congresso do Partido Comunista Chinês, e mantêm 50 pessoas presas. A Síria bloqueou acesso a cerca de 100 páginas, incluindo o Facebook e o Skype. Já Burma rastreou e-mails durante as revoltas dos monges budistas.
A RSF computou um número maior que o CPJ - 64 mortes, divulgados semana passada - por incluir mais países. A ONG ressalta que só contabilizou mortes ligadas ao exercício do jornalismo e, com as investigações correntes, o número pode crescer.